sábado, 2 de abril de 2011

“Vivemos continuamente na dimensão do projeto, correndo atrás de objetivos postos num futuro mais ou menos distante e pensamos, ilusão suprema, que nossa felicidade depende da realização completa de fins medíocres ou grandiosos, pouco importa, que estabelecemos para nós mesmos.

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Cedemos sempre à miragem de uma felicidade adiada, de um paraíso ainda a ser construído, aqui ou no além.
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E depois? No final, é sempre o túmulo que se desenha no horizonte, e logo se compreende que a acumulação de todos os bens materiais e imagináveis, por mais imprescindíveis que sejam, não resolve o essencial.
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É preciso aprender a viver como se o instante mais importante da vida fosse aquele que você está vivendo no exato momento, e as pessoas que mais contassem fossem as que estão diante de você. Porque o resto, simplesmente não existe: o passado não está mais aqui, e o porvir ainda não chegou.”
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(Livro: Aprender a viver – Filosofia para os novos tempos – LUC FERRY)

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